18 de dezembro de 2013

Vogue põe Marisa na roda, mas só se for hi-lo

O que é uma boa edição de moda, não é verdade? A Vogue Brasil, em parceria com a Marisa — o magazine de fast-fast-fashion baratinho que tem em tudo que é shopping —, lançou na edição de dezembro da revista um suplemento só com ideias mil para fazer "o hi-lo perfeito para o réveillon" e curtir o verão sem gastar aquelas fortunas que a própria Vogue te incita a gastar durante o ano todo. É um apanhado de praticamente tudo o que tem na Marisa para as bonitas: roupas, acessórios e lingerie. A revista, obviamente, aposta em um life style no clima alto luxo, mas com as peças de baixo custo da Marisa. A edição de moda — liderada pelo Giovanni Frasson — é tão impressionante que é de se arregalar os olhos e pensar: esse vestido é da Marisa?
Imagem: Reprodução/Vogue Brasil

Que venha o apedrejamento, mas, tratando-se de Vogue, a única alternativa da revista era transformar fast-fashion em talk-of-the-town, nem que seja só por uma perspectiva visual. Claro também que, a revista deixa muito bem definida a posição que a Marisa tem na linha editorial. Trata-se de um suplemento — pago! — e ainda assim, a atmosfera logo proposta na capa (acima) é a do hi-lo. Ou seja: "bonita, você pode até achar uma peça da Marisa fofinha, mas vamos dar um passeio ali no luxo pra segurar o look?".

E esta é a proposta da edição de moda da revista. Na capa, um vestido lindíssimo da Marisa, sustentado por joias de Marisa Clermann e Rosana Chinche. Quando é a vez das voguetes dizerem o que é indispensável no guarda-roupa, Marisa disputa a mesma página com Chanel, Lanvin, Hermès, Michael Kors, Louboutin, Isabel Marant, Givenchy, Nars, Kérastase, Chloé, Ray-ban, Missoni, Dolce & Gabbana...
Imagem: Reprodução/Vogue Brasil
O editorial principal — que na verdade é dividido em quatro intenções — mostra uma mulher que segue uma rotina usando majoritariamente Marisa, mas toda emperiquitada com ouro, diamantes e outras pedras preciosas. Acordar, trabalhar, malhar e jantar fora é a aventura desta compradora de Marisa chique, que usa fast-fashion combinado com Tiffany & Co., Calvin Klein, Burberry e Cartier.
Imagem: Reprodução/Vogue Brasil
Toda a revista segue este ritmo. E quando não há uma grande marca dando suporte ao look, lá está o life style da leitora ideal da Vogue tomando conta. Magérrima, com luzes perfeitas nos cabelos, um bronzeado de dar inveja e uma lindíssima paisagem de praia — deserta, claro — ao fundo. Ir à praia, usando um biquini da Marisa, só com o Vogue way of life!

31 de março de 2013

Como nos 90's: Logos gigantes nas roupas são mania (de novo)


Há pouco tempo, escrevi por aqui que os anos 1990 estavam de volta! É parece que estão mesmo! Se você nasceu entre 1975 e 1985 deve lembrar que, na sua adolescência e juventude, eram febre moletons e jaquetas como esta abaixo. Um baita Hard Rock Cafe bordado para todo mundo ver quem era quem no ensino médio — Científico, pra mim. Até as cópias falsificadas eram caras! Aliás, os anos 1990 foram marcados pelas falsificações, já que as marcas eram tão expostas.
Foto: Reprodução
Pois bem... Estamos prontos para reviver aqueles momentos. A Harper's Bazaar publicou uma nota em seu site, mostrando que o bacana agora é carregar aqueles nomes gigantescos de grifes estampados nas roupas. As fashionistas (novos nomes para as fashion victims) estão enlouquecidas mostrando seus moletons Kenzo, Céline e todas as outras... Sinais de uma época que está voltando!
Foto: Reprodução
Qual era a verdadeira razão de se usar marcas tão bem estampadas e visíveis assim nos anos 1990? O motivo era mostrar mesmo que "eu uso um moleton dessa marca, pois pertenço ao grupo de pessoas que podem fazer isso". Mas por que tanta necessidade de diferenciação social? Aí, eu levanto dois possíveis motivos:

1) Nos anos 1950, você se diferenciava por ser rico e pomposo; nos anos 1960, você se diferenciava por ser jovem; nos anos 1970, você se diferenciava por ser unissex; nos anos 1980, você se diferenciava porque era parte de uma tribo... Mas nos anos 1990, essas tribos começaram a se misturar demais e as influências se cruzavam... Não bastava ser de uma tribo para ser diferente. A diferenciação tinha que voltar a vir pelo fator financeiro e, como a pompa não era nada confortável, a solução era dar status às peças da linha casual (kéjuól! hehe), com aqueles grandes símbolos e letras dizendo: sou casual, mas posso mais do que você!

2) O muro de Berlim cai em 1989! É hora de experimentar uma nova vida, compartilhar um novo mundo em que o capitalismo venceu! Então, vamos às compras e vamos mostrar para todo mundo o que compramos! Mais: o mundo agora é globalizado! Vamos usar o que vem de fora [até porque há uma enorme leva de produtos nacionais querendo se estabelecer no Brasil, mas chique mesmo é ter coisas importadas!!!]! E lá vieram as falsificações para tentar nivelar todo mundo naquele mesmo embate que fez nascer o conceito de moda: quem tem mais faz primeiro, quem tem menos copia depois!

Então, qual seria a razão para, agora, voltarmos a estampar as marcas? Vale a pena competir com a fabricação de cópias perfeitas feitas pelos chineses? Estamos só reproduzindo os anos 1990, sem acrescentar mais nada? Ou a moda é que está sendo vítima das blogueiras (as tais fashionistas) que precisam de fato dizer quem são para lucrar mais e mais? Vale a pena (o preço!!!) carregar um grande outdoor e pagar caro por isso? É essa a moda que queremos? Se for, tudo bem!

Link relacionado
Na Bazaar: A volta da logo mania

27 de março de 2013

Para além da fofura das bonecas fashionistas


O portal de moda da Abril — ModaSpot — publicou uma nota com um detalhe da exposição da Dior na Harrods. A notícia fala de miniaturas de vestidos icônicos da grife, que estão expostas junto a vestidos em tamanho real, vídeos, bolsas e perfumes da grife. As miniaturas, segundo a nota do ModaSpot, são "reproduções de peças icônicas da maison, que vão da época do New Look até as recentes criações de Raf Simons".
Fotos: Reprodução
De fato, uma gracinha! Mas senti falta de ser abordado um assunto que seria bem interessante de ser tratado para aprofundar no tema das bonecas e enriquecer o conhecimento de moda das leitoras. Miniaturas de roupas vestidas em bonecas foram muito mais úteis do que se imagina. Antes do advento da imprensa, era o transporte de bonecas que garantia que as novidades de Paris alcançassem outros lugares.

Segundo Daniel Roche, as bonecas eram feitas de cera, madeira ou porcelana e viraram peças de coleção entre as "fashionistas" da época — entenda como "época" algo antes do século XVII e por "fashionistas" as granfinas de fora e de dentro de Paris. Como as roupas eram feitas de tecido mesmo, pouca coisa ou quase nada sobrou para ser visto ainda hoje. É preciso entender também que, como a moda sempre foi mutável, é possível que as mesmas bonecas fossem usadas nas trocas de coleção e os minivestidos descartados. Uma verdadeira pena...

Com a chegada da imprensa e da difusão mais facilitada de informações e ilustrações de moda nas revistas e, posteriormente, do uso da fotografia, as bonecas pararam de circular.

Viu como dá pra tirar um pouco mais de conhecimento de uma notinha despretensiosa do ModaSpot? O pensamento deve ser sempre este: refletir para além do que está escrito, aprofundando discussões!

Link relacionado
No ModaSpot: Dior exibe miniaturas de vestidos icônicos em exposição na Harrods

22 de março de 2013

Vogue Brasil de março celebra a volta dos anos 1990

Escrevi, recentemente, um post no blog do CES (agora sou professor do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora) e transcrevo abaixo. Ficou bem bacaninha, eu acho. É sobre a Vogue e sua aposta nos anos 1990. Divirta-se!

...


A capa repleta de informações (abaixo) pode até não deixar muito claro, mas a mensagem primordial da edição de março de 2013 Vogue Brasil é a celebração à volta dos anos 1990. Basta folhear as primeiras páginas de conteúdo jornalístico para perceber que a vibe é acreditar no que foi moda há 20 anos. O decorativismo das temporadas passadas perde a força de vez, sendo substituído por uma experiência visual mais limpa. Tudo para indicar a volta de um minimalismo próprio da década de 1990.
Imagem: Reprodução/Vogue Brasil
O cinza — em seus muito mais de 50 tons — foi eleito o “neutro da vez”. O smoking — mesmo que desconstruído — é apelidado de “coqueluche” e toma seu lugar em produções noturnas. As t-shirts perdem estampas e bordados e deixam de ser usadas com aquela saia mais fofa. Agora, a peça é feita de materiais sofisticados e esculpida sob os preceitos da alfaiataria.

A revista aposta num minimalismo sexy, inspirado na cruzada de pernas de Sharon Stone em Instinto Selvagem. Tons neutros e cortes estratégicos foram clicados por J.R. Duran no editorial Invasão de privacidade. De novo com o mood do trabalho dos alfaiates.
Imagem: Reprodução/Vogue Brasil
Se mesmo diante de tamanho bombardeio de neutralidade ainda houver espaço para alguma profusão de estampas e sobreposições improváveis — como os mixes de padrões muito desfilados por Miroslava Duma e suas coleguinhas blogueiras russas —, a resposta está nos anos 1990: o crash printing agora é grunge. E a inspiração, por razões óbvias, a inconfundível moda lançada por Kurt Cobain à frente do Nirvana. O editorial Puro Nirvana fala por si.
Imagem: Reprodução/Vogue Brasil
A coluna de arte indica a exposição NYC 1993: Experimental Jet Set, Trash and No Star, cujo principal tema é o ano de 1993. O texto de Nô Mello ajuda a entender porque a década está de volta e com tudo: “Em geral é esse o espaço de tempo necessário para que a distância provoque alguma nostalgia.” Pode até não ser cientificamente provado — ou talvez seja —, mas na primeira década dos anos 2000, estávamos todos loucos pelos anos 1980.

Já que tudo indica, é bom dar as boas vindas aos anos 1990.

15 de fevereiro de 2013

Marie Claire chama queda de meteorito que feriu mais de 950 na Rússia de "espetáculo"

Foi um "espetáculo" a queda de um meteorito que deixou mais de 950 pessoas feridas na Rússia, segundo a fanpage da revista Marie Claire no Facebook. A página usou o que chamou de "chuva de meteoros" para chamar uma matéria sobre óculos escuros. "Tá todo mundo falando da chuva de meteoros que caiu na Rússia. Mas conta pra gente: com qual desses óculos você assistiria a esse espetáculo?", escreveu-se como legenda da foto que trazia um par de óculos escuros.
Reprodução: Facebook
Realmente, é difícil imaginar como pode alguém acreditar que esta seria uma boa estratégia para chamar uma matéria sobre óculos escuros. É sabido que a imprensa — até a de moda — usa assuntos polêmicos, catástrofes e coisas parecidas para conseguir leitores, mas desta vez a apelação foi demais. Só me resta acreditar que a pessoa responsável pelo Facebook não sabia do número de feridos (o que também é um absurdo, já que para lidar com rede social na internet, o conhecimento da atualidade é indispensável).

Assim que a chamada foi postada, apareceram comentários criticando a publicação. De fato, chamar de espetáculo um evento que deixa inúmeros feridos e hospitaliza 112 pessoas, entre elas cerca de 80 crianças, é muita falta de traquejo jornalístico. Bom que a revista fica esperta e entende que nem sempre vale tudo por um clique. A imagem, obviamente, já foi removida do Facebook da Marie Claire, que sequer pediu desculpa pela publicação descabida.

Na Vogue deste mês — fevereiro —, há uma matéria que caminha para esse apelo à desgraça. A coluna Vogue Repórter deu espaço a "fashionistas" (sim, foi esta a palavra usada) brasileiros que moram em Nova Iorque para falarem sobre como enfrentaram o furacão Sandy. Foram publicados textos de Henrique Gendre, Tatiana Abraços, Lais Ribeiro e Aline Weber. Uma forma de aliar moda e catástrofe. Mas claro, nada que se compare com a derrapada da Marie Claire.

25 de janeiro de 2013

Semana de Moda de Paris: de olho no street style

Nesses últimos dias que se passaram ocorreu a Semana de Moda de Paris, marcada por dias frios e pelos incríveis desfiles nas passarelas. Claro que todos as apresentações oficiais foram dignas de cobertura por todos os sites das revistas de moda. Não era de se esperar diferente. Mas, mostrando sua imensa capacidade de persuasão, a rua foi pauta certeira nas versões brasileiras da Vogue e Harper's Bazaar.
Foto: Ana Clara Garmendia
Que o street style é alucinantemente bem aproveitado pela internet é fato. Ver que é possível usar aquela roupa absolutamente esquisita e ficar uma belezura, já que fica lindo na Miroslava Duma, é sensacional. O caso é que a questão é maior que só a usabilidade de uma peça cheia de referências trendy nas ruas. Dá pra gente produzir algum raciocínio com isso!

A conversa entre a rua (a cidade) e a moda acontece há muitos e muitos anos. A cidade, como a conhecemos hoje é fruto da Modernidade. Quando as pessoas — lá do final do século XVII — perceberam que, ao estar na cidade, era preciso dividir o espaço com estranhos e parecer ser aquilo que você realmente era (ou, pelo contrário, parecer ser o quem você queria que pensassem quem você era), a preocupação com as roupas adequadas a cada mensagem que se pretendia passar foi sendo maior.

A cidade era — e certamente ainda o é — um verdadeiro teatro. Ter uma reputação é ser conhecido, reconhecido e singularizado. E é possível conseguir esses objetivos com a roupa. Intensificar os contrastes entre quem era da "boa sociedade" e quem era só um plebeu menos abastado, era preciso. Por essa razão, a rua acabou sendo uma verdadeira vitrine daquilo que se estava na moda. Claro, ainda não como uma apresentação de tendências, mas com uma imensa capacidade de influenciar a moda, dependendo de quem fosse fotografado. Já nas primeiras revistas de moda em que foram publicadas fotos era possível ver os disparos de street style, que eram chamados de "instantâneos".

A evolução da moda de rua foi tamanha que, em certo momento, mesmo os criadores da alta-costura, aqueles que estavam acostumados a ditar as tendências do que seria usado nas ruas, viram a necessidade de observar o street style para se diferenciar. Karl Lagerfeld foi um dos primeiros a introduzir o jeans em uma coleção de alta-costura, segundo Guilhaume Erner. Para Dior, John Galiano misturou um modelo com saias ultravolumosas sobreposto por um casaco com zíper, inspirado nas ruas.

Acontece que as personagens das ruas — principalmente essa infinidade de blogueiras e editoras de moda que são clicadas nos sites de street style — usam, exatamente, as peças do prêt-à-porter nascidas, também, a partir da alta-costura. Afinal, quem está influenciando quem?

Fato é que as revistas de moda sabem o poder que tem as ruas e usam o street style para chamar seu público. E são muito felizes com as publicações!

Links relacionados
Na Vogue: Streetstyle: os melhores casacos da semana de couture em Paris
Na Bazaar: Alta-costura: o melhor do streetstyle da semana de moda de Paris

24 de janeiro de 2013

Vogue Brasil de fevereiro tem quatro capas diferentes

E agora? Como é que a gente faz? A Vogue Brasil resolveu fazer uma edição diferente em fevereiro. Contratou Anna Dello Russo — a editora da Vogue Japão que se veste absolutamente trendy e exagerada — e o fotógrafo Giampaolo Sgura para trabalhar em todos os editoriais. O resultado? As editoras da Vogue Brasil ficaram tão divididas entre qual dos "Pontos de Vista" é o mais interessante que resolveram editar quatro capas diferentes! A promessa é de sucesso!
Magdalena Frackowiak e Izabel Goulart (Foto: Vogue Brasil)
Mirte Maas e Bette Franke  (Foto: Vogue Brasil)
Magdalena Frackowiak, Izabel Goulart, Mirte Maas e Bette Franke estrelam as capas. Tudo muito exagerado, como manda a estética de Anna. As revistas já estão nas bancas.

Visualmente, as propostas das capas são bem diferentes. Nem sei se cabe entrar na discussão sobre cada uma delas. Seria muita descrição para abarcar tanta visualidade já exposta.

Mas ainda podemos considerar algumas análises. Todas as capas têm as mesmas chamadas. Uma, a maior, celebrando o dedo de Anna Dello Russo na edição; outra, dizendo que a issue é especial por causa do Giampaolo Sgura; e a terceira, propondo uma atualização de moda e apontando tendências vindas de David Bowie, Kurt Cobain e YSL — ou o grunge e o boho, nas outras variações. A chamada Fashion Update faz lembrar a chamada principal da Vogue de setembro de 2012, para o editorial com Carol Trentini que mostrou os melhores looks do verão brasileiro e do inverno no hemisfério norte. Ou seja: podemos esperar alguma matéria com o "entra e sai" do guarda-roupa.

Interessante é notar como a Vogue conversa com um público que entende de moda. Só esse público interessa à Vogue. O leitor que vê o nome Anna Dello Russo, olha as fotos e pensa: "Só podia ser ela".

Agora é esperar a revista chegar aqui em casa. Qual capa vem para os assinantes? Eu adoraria que fosse a da Magdalena Frackowiak! Gostei demais!

Link relacionado
Na Vogue: As quatro capas da Vogue Brasil para fevereiro, assinadas por Giampaolo Sgura

14 de janeiro de 2013

Enquete da Glamour parece ter sido alvo de trolls

O site da Glamour Brasil lançou no último dia 10 de janeiro uma enquete para escolher qual de suas dez primeiras capas — desde que deixou de ser Criativa a passou a chamar Glamour — é a preferida do público. Corri e votei na capa da edição número cinco, com Sabrina Sato, porque considero a mais bonita. Inclusive, escrevi sobre essa capa aqui no blog.
Imagens: Divulgação
Para minha surpresa, a capa de Sabrina Sato tem (até as 19h14 desta segunda-feira, 14 de janeiro) 279 votos, enquanto a capa que lidera a votação, com Débora Falabella na segunda edição, tem 10.521 votos!!!  DEZ MIL QUINHENTOS E VINTE E UM??? Espera lá! Coisa esquisita isso, né? A segunda colocada, a terceira edição com Cláudia Abreu na capa tem 4.153 votos. Todas as outras capas tem votações que não passam da casa dos 200, sendo a mais votada — adivinhe! — a capa da Sabrina Sato.
Imagem: Reprodução
Só eu acho esquisita essa votação? Deixa eu só colocar umas coisinhas antes de duvidar do resultado. A Vogue Brasil também promoveu uma votação semelhante, no final do ano passado (durante dez dias), para saber quem capa de 2012 era a preferida do público. A enquete da Vogue indicou a edição de fevereiro, com Adriana Lima na capa. A enquete INTEIRA rendeu 2.500 votos. DOIS MIL E QUINHENTOS e mais nada. A capa vencedora teve 25% dos votos aproximadamente: cerca de 625 cliques. É um número bem discrepante do apresentado pela Glamour (que conseguiu mais de 10.500 votos em cinco dias!!!).

Mas claro, a Glamour é uma revista muito mais popular que a Vogue... Engano seu! A Glamour Brasil tem exatas dez edições publicadas em território nacional. A Vogue está conosco há quase 38 anos. Além disso, a Vogue tem 192.372 fãs no Facebook, contra 73.282 da Glamour.

Glamour, querida. Dá um jeito de rever essa enquete aí! A publicação está sendo alvo de trolls. Fica a dica!

Links relacionados
Na Glamour: Glamour Brasil: vote na sua capa preferida!
Na Vogue: E a melhor capa da Vogue Brasil em 2012 é...

14 de dezembro de 2012

Grampos aparentes: pode usar, as famosas também usam


A homepage da Vogue Brasil traz uma materinha muito bacana sobre o uso de grampos aparentes em penteados de festas. Segundo o título, o prendedorzinho de metal virou o "acessório da vez". Mas, por que você deve apostar nesses grampos aparentes? A ideia não é sempre fazer com que eles sumam?
Fotos: Reprodução/Getty Imagens
Para a Vogue, a razão é simples: os grampos aparentes apareceram (lógico) nas passarelas e nas cabeças das famosas. A nota do site (link lá embaixo) fundamenta o uso do acessório, mencionando marcas e estilistas como Michael Kors, Sonia Rykiel, Cacharel e Chanel, além de famosas como Emma Stone (foto acima), Diane Kruger, Hailee Steinfeld e — talvez a inspiração número um da maioria das revistas de moda — Kate Middleton.

E por quê a Vogue faz isso? Criadores, marcas e celebridades movimentam o mundo da moda. Desde Charles Worth, os estilistas adquiriram um status de artistas soberanos, cuja vontade deve ser, pelo menos, respeitada, já que suas criações transcendem a mera fabricação de produtos. São mestres, magos das formas, portanto, qualquer intervenção de um criador deve ser considerada. Se eles colocam em suas passarelas modelos usando os grampos aparentes é porque chegou a hora de olhar os grampos também como adornos.

Grifes são etiquetas que carregam consigo significados, espaços sociais, dimensões hierárquicas, estilos de vida, benefícios simbólicos, identidade, legitimidade. Paul Poiret, quando resolveu expandir a atuação de sua casa, a fim de concorrer com o mercado americano, estava, na verdade, criando um novo sistema para a moda, em que a marca ganha o poder de promover experiências fortes e excepcionais, como diria Elyette Roux, em O Luxo Eterno. Quando você se identifica com uma marca, ela tem uma legitimidade tal capaz de fazer você andar por aí com grampos aparentes na cabeça. E mais: achar (e até ficar) muito legal!

Celebridades são seres que geram projeção e identificação desde os anos de 1910, no cinema. São capazes de vender qualquer coisa, como diria Morin. Se uma celebridade verdadeiramente influente pisar em um tapete vermelho usando um grampinho aparente, há grande chance de ser ali consolidada uma tendência.

É isso que a Vogue tenta, aliás. Mostrar o que vai ser moda — tendência — antes de ser moda. Inclusive, na página de assinaturas do site, o título de um breve texto é "Antes de estar na moda, está na Vogue". Para isso, a revista usa três dos principais atores da moda: criadores, marcas e celebridades. Mas não é só na questão dos grampos: toda promessa de tendência pode ser alvo dessa fórmula! E lá vamos nós sermos convencidos de que o grampo aparente é o acessório de cabelo da vez! Tomara que pegue! Eu gosto.

Link relacionado
Na Vogue: Grampos aparentes viram acessório da vez para penteados de festa
Na Vogue: Antes de estar na moda, está na Vogue

9 de dezembro de 2012

Estilo e Azul-Klein: moda e arte interagindo


Hoje, o Facebook da revista Estilo me surpreendeu com uma imagem (abaixo) acompanhada de um link que dizia o seguinte em sua chamada: Azul-Klein segue com fôlego total no verão.
Imagem: Reprodução
A montagem de fotos chamou minha atenção graças ao uso do nome da cor: Azul-Klein — denominação patenteada pelo artista francês Yves Klein, que fez de tal cor a grande marca registrada de sua obra, a partir do final da década de 1950.
Imagem: Antropometrias da Época Azul/Yves Klein
A menção, indireta na chamada, mas direta no bigode da galeria de imagens editada pelo site da revista, a Yves Klein — mesmo em uma revista que tem como principal característica a moda das celebridades e um público feminino nem tão especializado — mostra como arte e moda podem travar uma conversa.

Renascimento, Barroco, Rococó... As conexões (e colaborações) entre Salvador Dalí e Schiaparelli, o Manifesto Futurista da Roupa Masculina de Giacomo Balla... Balenciaga revivendo, inúmeras vezes, a pintura renascentista, Saint-Laurent e seu imortal tubinho com abstração geométrica, inspirado em Mondrian.

Esses poucos exemplos são capazes de mostrar que a arte inspira a moda e é, portanto, absolutamente necessário que, aquele que quiser conhecer um pouco mais do universo fashion, tenha o mínimo de curiosidade pelas manifestações artísticas. A Estilo, ao evocar o Azul-Klein, não o faz unicamente porque a cor é patenteada. Com plena certeza, a revista tenta chamar suas leitoras a aprender um pouco mais sobre o universo das artes e suas conexões com a moda.

Muito boa a intenção da revista! Estão de parabéns!

E para não deixar sua marca de praticidade. O site da revista traz os motivos "Por que amamos" e as dicas de "Como usar" a cor! O link está aí embaixo! Enjoy!

Link relacionado
Na Estilo: Azul-klein

1 de dezembro de 2012

A cintura polêmica de Thairine Garcia na capa da Elle de dezembro


Estou de volta com o blog! Dei uma parada por uns bons meses porque estive em campanha política e as coisas ficaram apertadas. Até colocar tudo no lugar, só agora é que estou voltando com as atividades por aqui.

Foi só a Elle Brasil publicar a capa da sua edição de dezembro no Facebook para os haters aparecerem, detonando a (falsa/ideia de) cintura da modelo Thairine Garcia. Disseram que foi photoshop, que a cintura dela sumiu, que houve problema no retoque, chamaram de exagero.
Imagem: Reprodução / Foto: Bob Wolfenson
Mas o lance não é bem assim. Thairine foi fotografada por Bob Wolfenson, usando vestido preto e branco Lanvin, com direção e coordenação de moda por Susana Barbosa e Rita Lazzarotti, respectivamente. O styling da produção — a forma como a roupa foi vestida na modelo — criou uma curva, dando a impressão de uma cintura ultrafina. Na Vogue Brasil de setembro, Carol Trentini usou o mesmo vestido (foto abaixo), com os babados brancos posicionados nas laterais e, nessa imagem, é possível ver — claramente — que existe uma parte preta na roupa.
Foto: Fábio Bartelt
Um camarada e eu fomos ao Facebook defender a publicação, contando a história de o vestido ser preto e branco e ter dado essa impressão, já que a sombra da modelo no fundo fez a parte escura da roupa quase sumir. Então, um hater veio dizendo que a Elle cometeu um erro de direção de fotografia. Aí vem a análise do conjunto da capa para mostrar que tudo foi proposital.

A chamada em destaque é em inglês e diz Be a star (Seja uma estrela). Só isso, já nos dá alguns subsídios. Segundo Morin, as primeiras celebridades, que ele chama de estrelas, aparecem nos cinemas americano e europeu entre 1913 e 1919. Nos anos de 1930 e 1940, o cinema vai conhecer sua Era de Ouro e nos anos 1950, os musicais hollywoodianos chegariam a seus ápices.

É inegável que a imagem da capa tem inspiração na figura icônica de Marilyn Monroe, estrela do cinema dos anos de 1950 e símbolo sexual da época. A década de 1950 é marcada pela volta do glamour e da sofisticação. É o período dos "anos dourados" da alta-costura. O New Look de Dior, criado em 1947, vai acabar por definir a estética da década de 1950: cintura de vespa e saias rodadas. A ilusão criada pela foto da capa da Elle de dezembro é inteligentíssima ao mostrar curvas impossivelmente sinuosas, quando, em 1950, a ilusão da cintura cada vez mais fina era também conseguida por meio das saias mais rodadas. A capa conversa com a figura de Marilyn, com a estética forjada dos anos 1950 e, sua foto, reforça o convite da chamada principal: Be a star (linda e sexy como foi Marilyn).

Uma coisa divertida é que, como um pedido de desculpas pela falsa silhueta ultra feminina e sexy da modelo Thairine Garcia, a capa traz uma chamadinha fantástica para uma matéria com Miuccia Prada em que publica-se a seguinte afirmação, entre aspas: "Uma mulher é ou não é sensual. Um vestido não traz amor a ninguém." E aí eu traduzo: Thairine (ou você, leitora) não precisa do artifício do vestido. Se ela (você) for de fato uma mulher sensual, não é o vestido que lhe trará o amor. Uma capa linda, que já vem com resposta aos haters. Gostei demais!

Links relacionados
Do Facebook da Elle: Timeline photo
Da Elle: Thairine Garcia é a estrela da edição de dezembro da Elle Brasil

6 de setembro de 2012

Carolina Ferraz e seus "sapatos infalíveis" na Estilo de setembro

Vi essa capa na prateleira de revistas do supermercado na semana passada. Antes de ler qualquer coisa, as sandálias da atriz global Carolina Ferraz puxaram o meu olhar de tal forma que eu pensei: deve haver algo sobre sapatos nessa revista. E aí está! Os 152 bolsas e sapatos infalíveis são a principal chamada da edição de setembro da Estilo.
Imagem: Reprodução / Foto: Miro
A capa é bem legal. Traz Carolina usando pastel — que virou candy color — com jeans claro, dois grandes hits do verão. A foto minimal sobre fundo branco e fontes em preto e rosa formam um visual bem objetivo, apesar de, a meu ver, parecer um pouco amador. Mas não é.

Sabem o que estão fazendo os profissionais que escolhem Carolina Ferraz para uma capa de setembro da Estilo. A atriz tem sido uma espécie de diva do bom gosto há muitos anos e sua figura é celebrada tanto pelas novinhas, quanto pelas mulheres bem vividas que enxergam nela um exemplo de elegância e jovialidade. O fotógrafo responsável pela capa é Miro, que assina também a capa da L'Officiel de setembro.

A temporada que se inicia também é tema da Estilo do mês que traz as 83 peças-chave da primavera/verão. Eu fico impressionado com esses números quebrados. Nunca li nada a respeito, mas certamente devem chamar mais atenção. A capa chama ainda para as cores do verão e para o casual chic. Além de posar de bonita, Carolina expõe seus segredos de moda e de estilo.

No site da Estilo há uma nota com os créditos da capa. O link está aí embaixo!

Link relacionado
Na Estilo: Carolina Ferraz é nossa capa de setembro

5 de setembro de 2012

Top sul-africana estrela capa da Elle Brasil de setembro


Uma top model sul-africana clicada na Turquia. Esta é a aposta da capa da Elle Brasil de setembro. Com uma pegada absolutamente voltada para o verão, a capa mostra Candice Swanepoel em um bustiê de tiras trançadas e maxibrincos, segundo as lentes de Dudu Resende. A beleza é de Marcelo Gomes e a direção de moda de Susana Barbosa.
Imagem: Reprodução/Elle / Foto: Dudu Resende
As chamadas são poucas, mas bem bacanas. "Bonita na foto" ensina a leitora a como conquistar um "supercorpo". Logo abaixo, a moda que faz a cabeça dos homens. E ainda, uma celebração à própria modelo da capa: the body. O corpo foi também usado para chamar a atenção nas capas da Bazaar, da Vogue e da L'Officiel. Coisas do verão que está por vir!

Outra chamada, a maior, traz as 514 peças e nada mais! Só o número é capaz de manter qualquer pessoa presa! Além disso, o principal diferencial da Elle neste mês: um especial sobre Minas Gerais! Bem interessante! Mais interessante, no entanto, é o presentinho que as leitoras de algumas cidades do Brasil terão ao comprar a revista: um lenço especial, assinado pela designer Marta Ceribelli, da Forum.

Link relacionado
Na Elle: Candice Swanepoel estrela capa e recheio da edição de setembro da Elle Brasil

4 de setembro de 2012

L'Officiel Brasil de setembro celebra a primavera


Às 11h49 do próximo dia 22 de setembro, a primavera dará às caras no Brasil. A edição de setembro da L'Officiel tupiniquim celebra a chegada da estação, com Vivi Orth na capa! Frescor e riqueza são os motes do mês, motivos pelos quais a arte traz um fundo em degradê e tons pastel em contraste com o vestido em florais artsy na foto de Miro. Este é o quarto número da L'Officiel Brasil e deixou de publicar na capa, pela primeira vez, o nome da editora-chefe Erika Palomino.
Imagem: Reprodução/L'Officiel / Foto: Miro
As chamadas de capa são muitas. E todas deixam a revista bem atraente. A ideia de terninho e barroco conversa com a proposta dândi e rococó na capa da september issue da Vogue. A Vogue, aliás, é lembrada também na entrevista com Carine Roitfeld, que foi editora-chefe da concorrente em Paris. Um especial sobre jeans — todo mundo ama jeans — e uma matéria com o "agora pode" — barriga de fora e calça com vestido — também chamam a atenção. Além dos perfumes e makes para a nova estação, quem não se sente na obrigação de conhecer os cremes, truques e tratamentos para um "bumbum 100%"?

Uma nota a respeito da capa e sobre o conteúdo da edição está publicada no site da L'Officiel. O número 4 tem ainda entrevistas com Donatella Versace, Rosangela Lyra, Ana Beatriz Barros, Salma Hayek, Isabella Fiorentino, Lilia Cabral, Susan Miller, Kat Von D e Helena Linhares. Deu vontade de comprar!

Link relacionado
Na L'Officiel: Vivi Orth é capa da L'Officiel Brasil No. 4

3 de setembro de 2012

Carol Trentini é capa da september issue da Vogue Brasil

Como é linda essa Carol Trentini, não? Chegou ontem a minha september issue da Vogue Brasil e a edição está fantástica. Claro que eu só dei uma passadinha de olho nas imagens, mas o conteúdo certamente deve seguir ou superar as outras revistas do ano, já que estamos falando de uma edição de setembro. Como ainda não dá para eu comentar muita coisa, vamos dar uma passadinha na capa com a bonitona Carol Trentini.
Imagem: Reprodução/Vogue / Foto: Fabio Bartelt
Para entender essa capa, a gente precisa ter uma coisinha em mente, algo que a própria capa nos dá dicas, além da história da september issue. Qual é a principal intenção de uma edição de setembro? Mostrar tudo o que vai estar em alta na temporada que se inicia. E aí, lembramos que estamos no Brasil e falar só da temporada aqui não interessa, mas tudo o que está para acontecer advindo das capitais da moda. E aí, por uma questão geográfica, há duas estações (da moda) em destaque: primavera/verão aqui e outono/inverno lá fora.

E a foto da capa, do marido de Carol Trentini, Fabio Bartelt, tenta dar conta dessa dicotomia. O vestido de silhueta ampulheta, um Dolce&Gabbana ultra decorado, é a cara do inverno do hemisfério norte. Mas e se a gente aproveitar a alça frágil do verão e aproveitar o minimalismo de uma parede branca para falar do nosso verão? E se a gente molhar o cabelo da Carol? Mas é bom que apareça um pouquinho de Nova York... E lá temos a capa de setembro!

Depois, é só colocar as chamadinhas. Os 24 looks da temporada aqui e lá fora — olha aí a dica de que vai se falar dos dois hemisférios —, um incentivo ao update fashion e, arrebatador, o segredo da juventude! Uma nota no site da Vogue Brasil dá diversas informações sobre os créditos da capa e detalha a edição. Tem ainda algumas das páginas que estão lá na versão impressa, lindinhas. De fato, uma september issue de se orgulhar! A Vogue está de parabéns!

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Na Vogue: Carol Trentini é a capa da september issue da Vogue Brasil

31 de agosto de 2012

Top canadense Coco Rocha é capa da Bazaar de setembro

A top model canadense Coco Rocha estampa a capa da Harper's Bazaar brasileira de setembro. A bonitona, que conforme o blog da publicação é "conhecida por ser uma das modelos que faz mais poses por segundo", foi clicada por Fê Pinheiro para a proposta minimal da edição.
Imagem: Reprodução/Harper's Bazaar
Embora minimalismo e decorativismo sejam o embate sugerido na manchete principal da capa, o restante não reflete essa vontade. A capa é branca, com fontes pretas e mostra Coco em um vestido de corte previsível, cobrindo a pele alva e os cabelos lisos. É o mais do menos! Decorativismo, quase nada. As demais chamadas são sobre Avenida Brasil, saias abajur, malhação em jejum e a iniciação de uma lista de "37 artistas".

Achei a capa bem fraca! Para compensar, o site da Harper's publicou duas notas sobre a edição. Em uma delas, a revista diz que Coco Chanel aparece na revista usando Diesel, Lanvin, Reinaldo Lourenço, Christian Dior, Chanel e Le Lis Blanc. A outra materinha — que eu só consegui ler a chamada porque o link estava quebrado — é sobre o making off. Eu não compraria a september issue da Bazaar.

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Na Bazaar: Coco Rocha é a estrela da edição de setembro da Harper’s Bazaar

19 de agosto de 2012

Jornalismo didático de moda: "como usar", "segredos" e "dicas para arrasar"

Quando o jornalismo de moda se esforça em dar um apoio didático à forma de se usar isso ou aquilo, creio que ele é capaz de fazer seu papel de informar, sem perder o peso da frivolidade e do jornalismo galante necessários, a meu ver, na imprensa fashion.

Por mais especialista que seja uma leitora da Vogue, da Bazaar ou da Elle, por exemplo, as matérias de "use já", "saiba o segredo" e "as dicas para arrasar" são avassaladoras até para a mais trendy das fashionistas.

Mas é preciso que a publicação dê mais subsídios à leitora, não só para ser profissional em informar, mas também para manter a freguesia, que no próximo mês — ou na próxima visita ao site —, vai querer voltar às bancas — ou dedicar um clique.

Desta vez, selecionei quatro matérias de sites de revistas de duas editoras diferentes. Vogue e Glamour da Globo e Elle e Estilo da Abril. Por que fiz essa seleção? A ideia é usar exemplos de revistas que conversam com um público conhecedor do assunto moda (Vogue e Elle) e outras que buscam a mulher que tem a curiosidade pelo assunto e, principalmente, em estar na moda como as famosas (Glamour e Estilo). As notas nos sites têm assuntos diferentes, mas são todas bem didáticas! Aí vão minhas análises.
Foto: Reprodução/Vogue
O site da Vogue traz uma matéria sobre o "revival da franja". O tópico também está na edição de agosto da versão impressa. A intenção da nota na página virtual é dizer que as franjas voltaram porque famosas e tops começaram a usar e a imprensa internacional acabou declarando que 2012 seria o ano das franjas! Abaixo do curto texto de um parágrafo, uma galeria de imagens de famosas, com descrições dos tipos de franjas. A materinha explica o momento, diz a razão para adotar e ainda dá a alternativa do aplique de franja, "para as mais receosas". E, como sempre a Vogue faz, tudo é apenas "para você se inspirar", já que a linha editorial é nada autoritária, já que conversa com um público que pensa e interpreta moda de forma mais profunda.
Fotos: Reprodução/Elle
A Elle também conversa com as fashionistas. No site da revista há uma nota sobre as tendências do verão de forma bem didática. A intenção foi elencar as roupas que você deve adquirir, as que a leitora já pode ir usando e as que precisam ficar guardadinhas para — quem sabe? — o próximo inverno. É uma galeria de imagens com grande legenda, dividida em três tópicos: "compre", "use" e "guarde". É praticamente uma cartilha. O texto tenta convencer a leitora de que é melhor seguir tal disciplina.
Imagem: Reprodução/Glamour
A Glamour escolheu a cantora country Taylor Swift para dar exemplos de como usar e abusar do vermelho. A nota no site diz que a cantora tem o costume de usar a cor "tão bem ao ponto de jamais escorregar". Abaixo, uma galeria de imagens, com uma legenda que traz as dicas para "uma produção sempre impecável". O interessante é que a revista não diz para você usar este vestido, mas como, por exemplo, escolher um vestido corte discreto para levar a cor chamativa.
Imagem: Reprodução/Estilo
Mais uma galeria de imagens na nota para o site da Estilo sobre como aproveitar as liquidações do inverno, adquirindo peças que vão ser hit também no verão. Esta pauta é imbatível! Todo mundo — a mulher prática que assiste às novelas da Globo — quer estar na moda por um precinho mais em conta. A matéria diz que peças comprar, quais materiais e tendências são legais e como usar. Achei bem bacana!

Links relacionados
Na Vogue: O revival da franja: inspire-se nas famosas e adote o corte da temporada
Na Elle: Saiba no que investir, o que usar já e que peças precisam de descanso!
Na Glamour: O segredo do vermelho impecável de Taylor Swift
Na Estilo: Compre já e use muito

4 de agosto de 2012

Sabrina Sato é a estrela da lindíssima capa da Glamour de agosto

A Glamour Brasil de agosto está com uma capa lindíssima! Sabrina Sato é a estrela, clicada por Henrique Gendre. A apresentadora do Pânico na Band está irresistivelmete à vontade, usando um vestido nude transparente com aplicações de margaridas, na foto que ainda mostra uma natureza avassaladora ao fundo. Sinais de uma privamera que está por vir e, junto com ela, todas as tendências que a antiga Criativa defende.
Imagem: Reprodução/Glamour / Foto: Henrique Gendre
Apesar de haver uma chamada com a fonte em tamanho maior, é impossível não perceber de cara a grande aposta do mês para a Glamour: "Pink é o novo preto". O pink, aliás, tem aparecido nos cosméticos principalmente e promete mesmo ser uma cor muito recorrente nas próximas estações. Portanto, é importante ficar de olho. Obviamente, como está na maioria das revistas de moda de agosto, o melhor do verão é a segunda chamada que mais atrai a atenção.

A outra manchete ligada à moda refere-se à beauté, apresentando o dourado como cool e zero perua, para usar na boca, nos olhos e nas unhas. Também há uma entrevista com Sabrina Sato — com prévia, ensaio e fotos que não estarão na revista no site da Glamour — e uma matéria sobre sexo.

Na minha opinião, a capa está esteticamente linda e tem também bons chamarizes.Como a Glamour é a revista da Globo Condé Nast para concorrer com a Estilo da Abril — mesmo público-alvo e mesma pegada com as celebridades —, achei de um apelo bem interessante! Para quem é fã, está imperdível!!! O número, aliás, já está nas bancas!

Links relacionados
Na Glamour: Sabrina Sato sobre a fama: "Quero sair para beijar e não posso"
Na Glamour: Sabrina Sato é flor que se cheire! Veja fotos exclusivas

2 de agosto de 2012

Juliana Paes de megahair na capa da Estilo de agosto

Juliana Paes é a capa de agosto da revista Estilo. A atriz aparece usando um megahair e um belo vestido estampado em vermelho de Stella McCartney. A foto da capa ilustra duas de suas chamadas: uma sobre os segredos do corpão de Juliana Paes e outra sobre as técnicas para ter um "cabelão agora". Não sei... A capa tem enorme apelo, graças à global, que conversa diretamente com o público-alvo da revista e caminha juntinho com a linha editorial da revista. Mas, não sei, visualmente, me pareceu fraca.
Imagem: Reprodução/Estilo / Foto: Fernando Louza
As demais chamadas tentam atrair um pouco mais da atenção do público. O número 423 aparece quantificando os achados da moda. A revista traz também o melhor do shopping, com dicas das peças superversáteis. E quem não quer conhecer a maquiagem de longa duração? E, finalizando seu apelo e encontrando seu público-alvo — aquela menina que quer ficar na moda, mas sem parecer uma modelo louca saída da passarela —, as tendências do verão que "funcionam na vida real".

Juliana Paes foi fotografada no Rio de Janeiro por Fernando Louza. A produção de moda da capa e recheio são de Matilda Azevedo, com cabelo e make de Lavoisier. A diretora de moda foi Carla Raimond. Um texto no blog da diretora de redação da Estilo, Maria Rita Alonso, conta um pouco dos bastidores!

Links relacionados
Na Estilo: Agosto 2012
Na Estilo: Garota da capa
No Achados de Estilo: Juliana Paes na capa da ESTILO de agosto

1 de agosto de 2012

Elle de agosto é puro verão com Alicia Kuczman na capa

A top brasileira — qualificada como "destaque absoluto nas passarelas nacionais" — Alicia Kuczman é a capa da Elle Brasil de agosto. A modelo encarna o visual ultra verão defendido no mês. Na foto de Gui Paganini, a bonita usa um look Ellus preto sobre fundo branco. Apesar da cor e dos bordados laterais marcas do inverno, a boa parte de pele à mostra não deixa dúvida de qual é a intenção para agosto.
Imagem: Reprodução/Elle / Foto: Gui Paganini
O degradê de amarelo a laranja em alguns textos ajudam a lembrar o sol que esperamos no verão. E para ser ainda mais eficaz na mensagem, a chamada principal: "Seu closet de verão começa aqui: 342 ideias". E eu amo esses números pouco redondos. As demais chamadas ficam pequenas perto da principal, mas também são convincentes. Uma matéria sobre David Beckham, uma sobre a modelo da capa e duas sobre beauté: uma para aproveitar a forma de seu cabelo natural e outra sobre aplicação de laser.

Além de Paganini, a editora Rita Lazzarotti e a coordenadora de moda Larissa Lucchese são responsáveis pela foto da capa. A beleza é assinada por Helder Rodrigues. Amei o loiro e, notem, mais um batom bem marcado sobre pele bronzeada! Fiquem atentas!!!

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Na Elle: Alicia Kuczman estampa a capa da edição de agosto da ELLE Brasil