14 de janeiro de 2013

Enquete da Glamour parece ter sido alvo de trolls

O site da Glamour Brasil lançou no último dia 10 de janeiro uma enquete para escolher qual de suas dez primeiras capas — desde que deixou de ser Criativa a passou a chamar Glamour — é a preferida do público. Corri e votei na capa da edição número cinco, com Sabrina Sato, porque considero a mais bonita. Inclusive, escrevi sobre essa capa aqui no blog.
Imagens: Divulgação
Para minha surpresa, a capa de Sabrina Sato tem (até as 19h14 desta segunda-feira, 14 de janeiro) 279 votos, enquanto a capa que lidera a votação, com Débora Falabella na segunda edição, tem 10.521 votos!!!  DEZ MIL QUINHENTOS E VINTE E UM??? Espera lá! Coisa esquisita isso, né? A segunda colocada, a terceira edição com Cláudia Abreu na capa tem 4.153 votos. Todas as outras capas tem votações que não passam da casa dos 200, sendo a mais votada — adivinhe! — a capa da Sabrina Sato.
Imagem: Reprodução
Só eu acho esquisita essa votação? Deixa eu só colocar umas coisinhas antes de duvidar do resultado. A Vogue Brasil também promoveu uma votação semelhante, no final do ano passado (durante dez dias), para saber quem capa de 2012 era a preferida do público. A enquete da Vogue indicou a edição de fevereiro, com Adriana Lima na capa. A enquete INTEIRA rendeu 2.500 votos. DOIS MIL E QUINHENTOS e mais nada. A capa vencedora teve 25% dos votos aproximadamente: cerca de 625 cliques. É um número bem discrepante do apresentado pela Glamour (que conseguiu mais de 10.500 votos em cinco dias!!!).

Mas claro, a Glamour é uma revista muito mais popular que a Vogue... Engano seu! A Glamour Brasil tem exatas dez edições publicadas em território nacional. A Vogue está conosco há quase 38 anos. Além disso, a Vogue tem 192.372 fãs no Facebook, contra 73.282 da Glamour.

Glamour, querida. Dá um jeito de rever essa enquete aí! A publicação está sendo alvo de trolls. Fica a dica!

Links relacionados
Na Glamour: Glamour Brasil: vote na sua capa preferida!
Na Vogue: E a melhor capa da Vogue Brasil em 2012 é...

14 de dezembro de 2012

Grampos aparentes: pode usar, as famosas também usam


A homepage da Vogue Brasil traz uma materinha muito bacana sobre o uso de grampos aparentes em penteados de festas. Segundo o título, o prendedorzinho de metal virou o "acessório da vez". Mas, por que você deve apostar nesses grampos aparentes? A ideia não é sempre fazer com que eles sumam?
Fotos: Reprodução/Getty Imagens
Para a Vogue, a razão é simples: os grampos aparentes apareceram (lógico) nas passarelas e nas cabeças das famosas. A nota do site (link lá embaixo) fundamenta o uso do acessório, mencionando marcas e estilistas como Michael Kors, Sonia Rykiel, Cacharel e Chanel, além de famosas como Emma Stone (foto acima), Diane Kruger, Hailee Steinfeld e — talvez a inspiração número um da maioria das revistas de moda — Kate Middleton.

E por quê a Vogue faz isso? Criadores, marcas e celebridades movimentam o mundo da moda. Desde Charles Worth, os estilistas adquiriram um status de artistas soberanos, cuja vontade deve ser, pelo menos, respeitada, já que suas criações transcendem a mera fabricação de produtos. São mestres, magos das formas, portanto, qualquer intervenção de um criador deve ser considerada. Se eles colocam em suas passarelas modelos usando os grampos aparentes é porque chegou a hora de olhar os grampos também como adornos.

Grifes são etiquetas que carregam consigo significados, espaços sociais, dimensões hierárquicas, estilos de vida, benefícios simbólicos, identidade, legitimidade. Paul Poiret, quando resolveu expandir a atuação de sua casa, a fim de concorrer com o mercado americano, estava, na verdade, criando um novo sistema para a moda, em que a marca ganha o poder de promover experiências fortes e excepcionais, como diria Elyette Roux, em O Luxo Eterno. Quando você se identifica com uma marca, ela tem uma legitimidade tal capaz de fazer você andar por aí com grampos aparentes na cabeça. E mais: achar (e até ficar) muito legal!

Celebridades são seres que geram projeção e identificação desde os anos de 1910, no cinema. São capazes de vender qualquer coisa, como diria Morin. Se uma celebridade verdadeiramente influente pisar em um tapete vermelho usando um grampinho aparente, há grande chance de ser ali consolidada uma tendência.

É isso que a Vogue tenta, aliás. Mostrar o que vai ser moda — tendência — antes de ser moda. Inclusive, na página de assinaturas do site, o título de um breve texto é "Antes de estar na moda, está na Vogue". Para isso, a revista usa três dos principais atores da moda: criadores, marcas e celebridades. Mas não é só na questão dos grampos: toda promessa de tendência pode ser alvo dessa fórmula! E lá vamos nós sermos convencidos de que o grampo aparente é o acessório de cabelo da vez! Tomara que pegue! Eu gosto.

Link relacionado
Na Vogue: Grampos aparentes viram acessório da vez para penteados de festa
Na Vogue: Antes de estar na moda, está na Vogue

9 de dezembro de 2012

Estilo e Azul-Klein: moda e arte interagindo


Hoje, o Facebook da revista Estilo me surpreendeu com uma imagem (abaixo) acompanhada de um link que dizia o seguinte em sua chamada: Azul-Klein segue com fôlego total no verão.
Imagem: Reprodução
A montagem de fotos chamou minha atenção graças ao uso do nome da cor: Azul-Klein — denominação patenteada pelo artista francês Yves Klein, que fez de tal cor a grande marca registrada de sua obra, a partir do final da década de 1950.
Imagem: Antropometrias da Época Azul/Yves Klein
A menção, indireta na chamada, mas direta no bigode da galeria de imagens editada pelo site da revista, a Yves Klein — mesmo em uma revista que tem como principal característica a moda das celebridades e um público feminino nem tão especializado — mostra como arte e moda podem travar uma conversa.

Renascimento, Barroco, Rococó... As conexões (e colaborações) entre Salvador Dalí e Schiaparelli, o Manifesto Futurista da Roupa Masculina de Giacomo Balla... Balenciaga revivendo, inúmeras vezes, a pintura renascentista, Saint-Laurent e seu imortal tubinho com abstração geométrica, inspirado em Mondrian.

Esses poucos exemplos são capazes de mostrar que a arte inspira a moda e é, portanto, absolutamente necessário que, aquele que quiser conhecer um pouco mais do universo fashion, tenha o mínimo de curiosidade pelas manifestações artísticas. A Estilo, ao evocar o Azul-Klein, não o faz unicamente porque a cor é patenteada. Com plena certeza, a revista tenta chamar suas leitoras a aprender um pouco mais sobre o universo das artes e suas conexões com a moda.

Muito boa a intenção da revista! Estão de parabéns!

E para não deixar sua marca de praticidade. O site da revista traz os motivos "Por que amamos" e as dicas de "Como usar" a cor! O link está aí embaixo! Enjoy!

Link relacionado
Na Estilo: Azul-klein

1 de dezembro de 2012

A cintura polêmica de Thairine Garcia na capa da Elle de dezembro


Estou de volta com o blog! Dei uma parada por uns bons meses porque estive em campanha política e as coisas ficaram apertadas. Até colocar tudo no lugar, só agora é que estou voltando com as atividades por aqui.

Foi só a Elle Brasil publicar a capa da sua edição de dezembro no Facebook para os haters aparecerem, detonando a (falsa/ideia de) cintura da modelo Thairine Garcia. Disseram que foi photoshop, que a cintura dela sumiu, que houve problema no retoque, chamaram de exagero.
Imagem: Reprodução / Foto: Bob Wolfenson
Mas o lance não é bem assim. Thairine foi fotografada por Bob Wolfenson, usando vestido preto e branco Lanvin, com direção e coordenação de moda por Susana Barbosa e Rita Lazzarotti, respectivamente. O styling da produção — a forma como a roupa foi vestida na modelo — criou uma curva, dando a impressão de uma cintura ultrafina. Na Vogue Brasil de setembro, Carol Trentini usou o mesmo vestido (foto abaixo), com os babados brancos posicionados nas laterais e, nessa imagem, é possível ver — claramente — que existe uma parte preta na roupa.
Foto: Fábio Bartelt
Um camarada e eu fomos ao Facebook defender a publicação, contando a história de o vestido ser preto e branco e ter dado essa impressão, já que a sombra da modelo no fundo fez a parte escura da roupa quase sumir. Então, um hater veio dizendo que a Elle cometeu um erro de direção de fotografia. Aí vem a análise do conjunto da capa para mostrar que tudo foi proposital.

A chamada em destaque é em inglês e diz Be a star (Seja uma estrela). Só isso, já nos dá alguns subsídios. Segundo Morin, as primeiras celebridades, que ele chama de estrelas, aparecem nos cinemas americano e europeu entre 1913 e 1919. Nos anos de 1930 e 1940, o cinema vai conhecer sua Era de Ouro e nos anos 1950, os musicais hollywoodianos chegariam a seus ápices.

É inegável que a imagem da capa tem inspiração na figura icônica de Marilyn Monroe, estrela do cinema dos anos de 1950 e símbolo sexual da época. A década de 1950 é marcada pela volta do glamour e da sofisticação. É o período dos "anos dourados" da alta-costura. O New Look de Dior, criado em 1947, vai acabar por definir a estética da década de 1950: cintura de vespa e saias rodadas. A ilusão criada pela foto da capa da Elle de dezembro é inteligentíssima ao mostrar curvas impossivelmente sinuosas, quando, em 1950, a ilusão da cintura cada vez mais fina era também conseguida por meio das saias mais rodadas. A capa conversa com a figura de Marilyn, com a estética forjada dos anos 1950 e, sua foto, reforça o convite da chamada principal: Be a star (linda e sexy como foi Marilyn).

Uma coisa divertida é que, como um pedido de desculpas pela falsa silhueta ultra feminina e sexy da modelo Thairine Garcia, a capa traz uma chamadinha fantástica para uma matéria com Miuccia Prada em que publica-se a seguinte afirmação, entre aspas: "Uma mulher é ou não é sensual. Um vestido não traz amor a ninguém." E aí eu traduzo: Thairine (ou você, leitora) não precisa do artifício do vestido. Se ela (você) for de fato uma mulher sensual, não é o vestido que lhe trará o amor. Uma capa linda, que já vem com resposta aos haters. Gostei demais!

Links relacionados
Do Facebook da Elle: Timeline photo
Da Elle: Thairine Garcia é a estrela da edição de dezembro da Elle Brasil

6 de setembro de 2012

Carolina Ferraz e seus "sapatos infalíveis" na Estilo de setembro

Vi essa capa na prateleira de revistas do supermercado na semana passada. Antes de ler qualquer coisa, as sandálias da atriz global Carolina Ferraz puxaram o meu olhar de tal forma que eu pensei: deve haver algo sobre sapatos nessa revista. E aí está! Os 152 bolsas e sapatos infalíveis são a principal chamada da edição de setembro da Estilo.
Imagem: Reprodução / Foto: Miro
A capa é bem legal. Traz Carolina usando pastel — que virou candy color — com jeans claro, dois grandes hits do verão. A foto minimal sobre fundo branco e fontes em preto e rosa formam um visual bem objetivo, apesar de, a meu ver, parecer um pouco amador. Mas não é.

Sabem o que estão fazendo os profissionais que escolhem Carolina Ferraz para uma capa de setembro da Estilo. A atriz tem sido uma espécie de diva do bom gosto há muitos anos e sua figura é celebrada tanto pelas novinhas, quanto pelas mulheres bem vividas que enxergam nela um exemplo de elegância e jovialidade. O fotógrafo responsável pela capa é Miro, que assina também a capa da L'Officiel de setembro.

A temporada que se inicia também é tema da Estilo do mês que traz as 83 peças-chave da primavera/verão. Eu fico impressionado com esses números quebrados. Nunca li nada a respeito, mas certamente devem chamar mais atenção. A capa chama ainda para as cores do verão e para o casual chic. Além de posar de bonita, Carolina expõe seus segredos de moda e de estilo.

No site da Estilo há uma nota com os créditos da capa. O link está aí embaixo!

Link relacionado
Na Estilo: Carolina Ferraz é nossa capa de setembro

5 de setembro de 2012

Top sul-africana estrela capa da Elle Brasil de setembro


Uma top model sul-africana clicada na Turquia. Esta é a aposta da capa da Elle Brasil de setembro. Com uma pegada absolutamente voltada para o verão, a capa mostra Candice Swanepoel em um bustiê de tiras trançadas e maxibrincos, segundo as lentes de Dudu Resende. A beleza é de Marcelo Gomes e a direção de moda de Susana Barbosa.
Imagem: Reprodução/Elle / Foto: Dudu Resende
As chamadas são poucas, mas bem bacanas. "Bonita na foto" ensina a leitora a como conquistar um "supercorpo". Logo abaixo, a moda que faz a cabeça dos homens. E ainda, uma celebração à própria modelo da capa: the body. O corpo foi também usado para chamar a atenção nas capas da Bazaar, da Vogue e da L'Officiel. Coisas do verão que está por vir!

Outra chamada, a maior, traz as 514 peças e nada mais! Só o número é capaz de manter qualquer pessoa presa! Além disso, o principal diferencial da Elle neste mês: um especial sobre Minas Gerais! Bem interessante! Mais interessante, no entanto, é o presentinho que as leitoras de algumas cidades do Brasil terão ao comprar a revista: um lenço especial, assinado pela designer Marta Ceribelli, da Forum.

Link relacionado
Na Elle: Candice Swanepoel estrela capa e recheio da edição de setembro da Elle Brasil

4 de setembro de 2012

L'Officiel Brasil de setembro celebra a primavera


Às 11h49 do próximo dia 22 de setembro, a primavera dará às caras no Brasil. A edição de setembro da L'Officiel tupiniquim celebra a chegada da estação, com Vivi Orth na capa! Frescor e riqueza são os motes do mês, motivos pelos quais a arte traz um fundo em degradê e tons pastel em contraste com o vestido em florais artsy na foto de Miro. Este é o quarto número da L'Officiel Brasil e deixou de publicar na capa, pela primeira vez, o nome da editora-chefe Erika Palomino.
Imagem: Reprodução/L'Officiel / Foto: Miro
As chamadas de capa são muitas. E todas deixam a revista bem atraente. A ideia de terninho e barroco conversa com a proposta dândi e rococó na capa da september issue da Vogue. A Vogue, aliás, é lembrada também na entrevista com Carine Roitfeld, que foi editora-chefe da concorrente em Paris. Um especial sobre jeans — todo mundo ama jeans — e uma matéria com o "agora pode" — barriga de fora e calça com vestido — também chamam a atenção. Além dos perfumes e makes para a nova estação, quem não se sente na obrigação de conhecer os cremes, truques e tratamentos para um "bumbum 100%"?

Uma nota a respeito da capa e sobre o conteúdo da edição está publicada no site da L'Officiel. O número 4 tem ainda entrevistas com Donatella Versace, Rosangela Lyra, Ana Beatriz Barros, Salma Hayek, Isabella Fiorentino, Lilia Cabral, Susan Miller, Kat Von D e Helena Linhares. Deu vontade de comprar!

Link relacionado
Na L'Officiel: Vivi Orth é capa da L'Officiel Brasil No. 4